Processadores i3, i5
e i7 e suas diferenças
Há tempos a maioria das grandes
fabricantes de PCs optam por usar processadores da Intel em seus produtos, mas,
para o público menos inserido nesse mercado, é difícil entender a diferença
entre os modelos apenas pelo nome. Intel Core i3, i5, i7, Celeron, Pentium... a
nomeclatura não conhece limites. Nem sempre o mais caro é o melhor, por isso é
importante entender as diferenças entre esses processadores. Pois então, vamos
lá.
O que você
precisa saber
A linha mais famosa da Intel é a
que dá título a este artigo: Intel Core i3, Intel Core i5 e Intel Core i7. Se
você quer uma explicação curta, aí vai: o i7 é melhor que o i5, o i5 é melhor
que o i3. Você se engana, porém, se pensa que o assunto morre aqui. Nem todo
mundo precisa pagar mais caro em um PC com Intel Core i7 só porque esse é o
melhor processador. Tudo depende do seu perfil e do que você pretende fazer com
seu computador.
O segredo está nas entrelinhas: um i3 normalmente vem com dois
núcleos de processamento, enquanto os i5 e i7 vêm com até quatro. Quanto mais
núcleos, mais tarefas o processador pode executar ao mesmo tempo. A velocidade
com que esse processamento é executado também faz diferença: um i3 mais moderno
pode funcionar a 3,50 GHz, enquanto um i7 chega a 4,10 GHz.
Contudo, é possível encontrar um modelo
de notebook com processador Intel Core i3 mais rápido do que um outro PC que
também usa Intel Core i3. Como explicar essa diferença? É disso o que vamos
falar a seguir.
Gerações
A Intel começou a fabricar essa
família de processadores em 2010. De lá para cá, a empresa já lançou sete
gerações de Intel Core i3, i5 e i7. Isso significa que é possível encontrar, em
uma mesma loja, PCs com um i3 de quinta geração e outros com um i3 de sexta
geração.
Isso explica, pelo menos em
parte, por que dois PCs com um processador i3 podem ter performances e preços
diferentes. Naturalmente, quanto mais novo, melhor é o processador, o que
significa que um i3 de sétima geração certamente é melhor que um i3 de quinta
geração. Mas como saber qual a geração do chipset que estamos comprando? É aqui
que entra aquele estranho número que a Intel coloca logo depois do i3, i5 ou
i7. É ele o que, normalmente, determina quão novo é aquele modelo. Um
processador identificado como Intel Core i3-5200 pertence à quinta geração,
enquanto um i3-6100 pertence à sexta - e assim por diante.
É possível encontrar modelos diferentes dentro de uma mesma
geração, porém. Nesse caso, melhor é aquele que tem o número de identificação
mais alto. Um Intel Core i3-6167 é melhor do que um i3-6100 porque, afinal de
contas, 6167 é um número mais alto do que 6100, mesmo que ambos sejam da sexta
geração.
U, Y, T, Q, H e K
Para complicar ainda mais o que
já é complicado, a Intel coloca uma ou duas letras depois de toda essa
numeração. São elas: U, Y, T, Q, H ou K. Às vezes, mais de uma dessas letras
aparecem. E, sim, elas também fazem a diferença entre os modelos de
processador.
Três delas têm a ver com quanto
seu PC vai pesar na conta de luz. A letra U significa "Ultra Low
Power", o que significa que esse modelo consome menos energia; Y
representa "Low Power", que ainda consome pouco, mas mais do que o U;
e T indica "Power Optimized", para um consumo de energia mediano.
Já as outras três letras têm
especificações mais brandas. A letra Q representa "quad-core", isto
é, quando o processador tem quatro núcleos; a letra H está ali para identificar
"High-Performance Graphics", quando o chip vem com uma boa GPU
integrada; e K representa "Unlocked", o que significa que o
processador pode ir além de sua velocidade pré-determinada através de um
overclock.
Portanto, se você se deparar com
um notebook que diz na embalagem que vem com um processador Intel Core
i5-5200U, você já sabe que ele usa um modelo intermediário de quinta geração e
com um nível de consumo de energia mais baixo. Já um Intel Core i7-6920HQ é um
modelo top de linha de sexta geração, com uma competente GPU e é capaz de ir
além da sua velocidade pré-determinada de clock.
Cache
As diferenças entre os
processadores, porém, não acabam aqui. Se você já saiu em busca de um PC novo,
deve ter notado que muitas lojas indicam também o tamanho do cache. Esse
"cache" nada mais é do que a memória temporária do processador,
explicando de forma mais simples.
O cache é o local onde o
processador armazena informações que ele precisa buscar com frequência. Aquelas
tarefas ou programas que você mais executa no PC, por exemplo, guardarão
algumas de suas informações no cache do processador. Dessa forma, ele pode
executar sua tarefa mais rapidamente.
Nesse ponto não tem segredo:
quanto maior o cache, mais informações o processador pode guardar e mais
rapidamente ele vai executar tarefas corriqueiras. Normalmente, um i3 vem com 3
MB ou 4 MB de cache, enquanto um i5 pode chegar a 6 MB e um i7 alcança até 8
MB.

Outros detalhes
É importante destacar que cada
modelo de processador pode vir com um atrativo a mais, um recurso que os outros
não têm para compensar uma deficiência, por exemplo. É o caso do Turbo Boost,
um sistema da Intel que permite ao processador alcançar velocidades mais altas
quando a tarefa executada no PC for mais complicada. Existe também o
Hyper-Threading, que basicamente permite a um processador de dois núcleos, por
exemplo, "criar" um terceiro núcleo virtual para ajudar no
processamento. Esse terceiro núcleo nunca é tão potente quanto um núcleo
físico, mas pode quebrar o galho em alguns casos.
Outro detalhe que pode pesar no momento da compra é a GPU que
acompanha a CPU. No caso dos modelos da Intel, é comum que a unidade central de
processamento venha acompanhada da unidade de processamento gráfico, tudo no
mesmo pacote, como a chamada "placa de vídeo integrada". Nessa linha,
a Intel costuma usar três modelos: Intel HD, Intel Iris e Intel Iris Pro.
Nenhuma é tão boa quanto uma placa de vídeo dedicada, como as da AMD ou da
Nvidia, por exemplo, mas têm bom desempenho se você não estiver interessado num
PC para jogos de última geração.
Qual devo
comprar?
Vamos para um comparativo final,
portanto. Um processador Intel Core i3 é o mais barato, e é recomendável para
boa parte do público, oferecendo desempenho suficiente para tarefas simples e
intermediárias. Junto de uma placa de vídeo poderosa, ele pode ser inclusive o
bastante para sustentar um bom PC para jogos.
Enquanto isso, o i5 é a opção
intermediária, recomendada para quem precisa fazer mais coisas ao mesmo tempo.
A diferença em desempenho para o i3 convencional não é tão grande, mas tarefas
que se beneficiam bastante do processador podem ser executadas de uma forma
melhor. O i5 é uma boa escolha para games, trazendo desempenho suficiente para
os principais jogos quando aliado a uma placa de vídeo bacana.
Se você quer o máximo desempenho
na sua máquina e não se preocupa com o quanto isso pode lhe custar, quer jogar
games de última geração e levar seu notebook para trabalhar com edição de
imagens e vídeos, então você precisa de um Intel Core i7 - quanto mais
novo, melhor. Para a maioria dos usuários, o ganho de desempenho não é
suficiente para justificar o custo extra, mas para profissionais e empresas, o bônus
de velocidade pode valer a pena.
Se encontrar dois PCs com o mesmo
Intel Core, mas de preços diferentes, vale a pena dar uma olhada nos outros
detalhes que destacamos neste texto. Em muitos casos, um chipset melhor e mais
barato pode estar escondido por trás daquelas pequenas letras e números.
