Mesmo com avanços consideráveis, a velocidade das conexões
de internet no Brasil segue abaixo da média. É isso que indica o último estudo
"State of the Internet", da Akamai, com dados referentes ao quarto
semestre de 2016.
Segundo o
estudo, a internet brasileira teve de outubro a dezembro de 2016, uma média de
velocidade de 6,4 megabits por segundo (Mbps). Esse resultado representa uma
melhoria de 16% com relação à média do trimestre anterior, e de 45% com relação
ao mesmo período de 2015. Ainda assim, ele coloca o Brasil na 85ª posição no
ranking mundial (no ano passado, estávamos em 88º) e abaixo da média mundial,
de 7 Mbps.
A qualidade da internet
brasileira é muito aquém do esperado, e volta e meia aparecem dados que
atestam isso. Em outubro, por exemplo, a Netflix pôs o Brasil entre os 10
países com as piores conexões para ver vídeos no serviço. Agora, outro
levantamento diz que a nação continua mal de internet, mas com uma pequena
melhora, pelo menos.
No estudo da Akamai, empresa especializada em
serviços do tipo CDN (sigla em inglês para Redes de Distribuição de
Conteúdo da internet), chegamos ao final de 2016 com a 85ª colocação no
mundo (foram 241 países e regiões pesquisada), com média de 6,4 Megabits
por segundo (Mbps). Em 2015, estávamos no 88º lugar, com 4,1 Mbps. Ou
seja, melhoramos, mas não muito.
Continuamos abaixo da média mundial de
tráfego, que é de 7 Mbps. Nas Américas, perdemos para EUA (14º no
ranking global, com 17,2 Mbps), Canadá (24º, com 14,9 Mbps), Chile (60º,
com 8,6 Mbps), Uruguai (62º, com 8,3 Mbps) e México (74º, com
7,2 Mbps). O campeão global é a Coreia do Sul, com 26,1 Mbps, mais
que o triplo da média.
O que é mais sério é que a demanda continua
crescendo: atualmente somos o terceiro no mundo com mais endereços únicos
IPv4, com 47,2 milhões, estando apenas os EUA e a China à frente. Isso quer
dizer que a má qualidade do serviço é inversamente proporcional ao crescimento
de acessos à web no país. São 75% das casas ainda sem banda larga, segundo
dados da Anatel.
Se considerarmos apenas as conexões
brasileiras acima de 10 Mbps, o país fica um pouco melhor: em 67º na lista
global, e em 65º se contarmos só as acima de 15 Mbps. Mas essas estão nas mãos
de poucos, pois representam apenas 16% e 5%, respectivamente, das conexões do
Brasil.

